Escassez de avaliadores imobiliários pode influenciar o fluxo de capital no Brasil
Enquanto o país atrai bilhões em capital estrangeiro e bate recorde de crédito e investimentos imobiliários, menos de 1 a cada 10 corretores está habilitado para avaliar ativos. O desafio de governança acelera o uso de ferramentas tecnológicas para dar escala aos laudos mercadológicos e traz oportunidade de renda extra mensal ao profissional do setor.
O Brasil chega ao segundo semestre de 2026 com maior circulação de capital e expansão dos investimentos em ativos reais, categoria que inclui imóveis e outros bens físicos. O país atraiu US$ 77,6 bilhões em Investimento Direto (IDP) ao longo do último ano, o equivalente a 40% de todo o investimento estrangeiro na região, segundo a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal). Embora esse volume englobe diferentes setores da economia, ativos reais capturam uma fatia estratégica.
Além disso, a projeção para o crédito imobiliário em 2026 foi elevada pela Abecip para R$ 411 bilhões, enquanto a base de cotistas de Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) na B3 superou, pela primeira vez, a marca de 3 milhões de investidores. À medida que cresce o volume de recursos aplicado, financiado ou administrado em operações ligadas a imóveis, aumenta também a necessidade de avaliações capazes de determinar, com critérios técnicos, o valor de mercado de ativos residenciais, rurais, industriais e corporativos. No entanto, dos mais de 730 mil corretores de imóveis ativos no país, pouco mais de 46 mil estão inscritos no Cadastro Nacional de Avaliadores Imobiliários (CNAI), segundo levantamento do Sistema Cofeci-Creci. Na prática, menos de um a cada dez corretores no país está tecnicamente capacitado para realizar avaliações mercadológicas.
De acordo com Alexandre Davi Rocha Fernandes, sócio-fundador da Valor 360, ferramenta voltada para avaliadores de imóveis, para que fundos, pessoas e instituições financeiras concretizem transações no país, a exigência de uma avaliação técnica é fundamental. “Cada operação demanda laudos precisos, com responsabilidade civil e metodologias rastreáveis”, explica o executivo.
A demanda por esse tipo de trabalho aparece em diferentes frentes do mercado. Bancos precisam avaliar imóveis utilizados em operações de financiamento e garantia, gestoras acompanham o valor de ativos que integram seus portfólios e processos judiciais também podem exigir pareceres técnicos para definir o valor de propriedades.
“Para a minoria que domina a avaliação de imóveis, o cenário é de alta rentabilidade e demanda contínua. Há diversas situações que demandam o Parecer Técnico de Avaliação Mercadológica (PTAM) e a tabela de honorários do Conselho Federal orienta um piso considerável por laudo, o que também gera aos corretores de imóveis que desejarem se tornar avaliadores uma oportunidade de garantir fluxo de caixa autônomo e proteger a renda contra a volatilidade típica da intermediação de vendas”, conta Fernandes.
A elaboração de um PTAM que cumpra as diretrizes das normas ABNT NBR 14653-1 e NBR 14653-2 é um processo denso. Ele exige o levantamento rigoroso de amostras comparáveis, georreferenciamento, homogeneização de variáveis e tratamento estatístico — etapas operacionais que limitam a escalabilidade do profissional quando executadas de forma analógica.
É para destravar esse limite operacional que o setor tem recorrido à automação. Plataformas como a Valor 360 se tornaram infraestruturas práticas e ágeis para o avaliador. Ao incluir as etapas que envolvem a inteligência do corretor avaliador, a tecnologia absorve os dados e gera os documentos necessários rapidamente. Isso permite que o corretor dedique seu tempo àquilo que o algoritmo não domina: a sensibilidade e experiência prática da microeconomia da sua região e a interpretação da conjuntura urbana.
Sobre a Valor 360
A Valor 360 é uma ferramenta voltada à avaliação de imóveis, desenvolvida para apoiar corretores e avaliadores na elaboração do Parecer Técnico de Avaliação Mercadológica (PTAM). Reúne, em um único ambiente, recursos para organização das informações do imóvel, pesquisa e registro de dados comparativos, mapas, imagens e estruturação do parecer, seguindo as diretrizes das normas ABNT NBR 14653-1 e NBR 14653-2. A análise, a escolha da metodologia e a definição do valor permanecem sob responsabilidade do profissional avaliador. A ferramenta atende tanto quem já atua de forma recorrente na área quanto corretores que estão iniciando nessa frente de trabalho, com o objetivo de tornar esses processos mais organizados e acessíveis.
Mais informações: https://valor360.com.br/
