Escassez de galpões e expansão bilionária dos portos põem Santa Catarina no centro da logística nacional

Com vacância em queda no Brasil, oferta inferior a 3% em Santa Catarina e uma nova rodada de investimentos bilionários em portos e corredores de transporte, o estado passa a concentrar uma das combinações mais estratégicas da logística nacional e reforça a corrida por galpões próximos aos principais eixos de carga.

Março, 2026 – A logística brasileira entrou em 2026 com um desafio que, para investidores, vale ouro: falta espaço onde a carga mais precisa estar. Depois de um 2025 marcado por recorde de ocupação, o mercado nacional de condomínios logísticos chegou a este ano com 4,8 milhões de metros quadrados locados, vacância em 7% e aluguel médio pedido de R$ 31 por metro quadrado ao mês, segundo a Colliers. A Cushman & Wakefield também registrou um fechamento de ano apertado, com 1,63 milhão de m² de absorção líquida e vacância de 6,56%. 

É nesse ponto que Santa Catarina ocupa o centro da discussão nacional. O estado combina oferta pressionada a uma expansão portuária sem precedentes. O Porto Itapoá avança em sua quarta fase com aporte de R$ 500 milhões; a Portonave, em Navegantes, executa pacote de R$ 2 bilhões na modernização de cais; o Porto de Itajaí projeta investimentos de R$ 844 milhões sob nova gestão, além de aporte de R$ 2,5 bilhões do Fundo da Marinha Mercante para construção de 8 navios de apoio da Petrobras. Já a  Coamo confirma R$ 3 bilhões para um novo terminal em Itapoá, previsto para 2030. No entorno, a duplicação da BR-470, principal artéria entre o Vale e o litoral, supera os 60 quilômetros de pistas liberadas. O efeito é direto: o aumento do fluxo portuário eleva a pressão por áreas de armazenagem no entorno imediato

“Quando um estado reúne expansão portuária, melhoria de corredor rodoviário e oferta restrita de armazenagem, o mercado passa a precificar localização e eficiência com muito mais força. Santa Catarina virou uma espécie de laboratório dessa nova fase da logística brasileira. No mercado logístico, três fatores são decisivos para manter um ativo sempre locado: localização estratégica, alto padrão construtivo e uma visão consistente de sustentabilidade”, afirma Douglas Curi, especialista em investimentos logísticos e CEO da Sort Investimentos. A avaliação tem embasamento no próprio mercado catarinense que apresenta vacância abaixo de 3%, segundo levantamentos da empresa.

“A disputa pelos galpões brasileiros tende a migrar do velho raciocínio de estoque para uma lógica de conexão: vence quem estiver mais perto do porto, da rodovia, do consumo e da previsibilidade operacional. Num ambiente em que e-commerce, cadeia de frio, indústria de alimentos e comércio exterior exigem velocidade e baixo risco, o endereço do galpão passou a valer quase tanto quanto o ativo em si. É por isso que a nova fase da logística nacional não será liderada por quem simplesmente construir mais, mas por quem souber construir onde o Brasil vai precisar operar melhor”, destaca Douglas.

Em Garuva, no Norte de Santa Catarina, essa lógica já começa a ganhar forma de investimento compartilhado. A Sort passou a ofertar cotas de galpões logísticos em uma área posicionada às margens da BR-417, no eixo de conexão com o novo porto projetado para Itapoá. O modelo prevê frações a partir de 1.000 metros quadrados, com valor de R$ 3.300 por metro quadrado e condição de pagamento com 10% de entrada e saldo em 18 parcelas. A proposta mira investidores interessados em entrar antecipadamente em um corredor que tende a ganhar relevância com a ampliação da infraestrutura portuária e a escassez de áreas logísticas prontas.

Sobre o Grupo Sort

O Grupo Sort é comandado por Renato Monteiro e reúne empresas dos segmentos imobiliário, tecnologia, indústria e varejo, entre elas a Fast Sale, a PipeImob Tecnologia, a Sort Empreendimentos e a Sort Investimentos. Com mais de R$ 8 bilhões em ativos sob assessoria, o grupo se destaca pela seleção e gestão de imóveis voltados a investidores de diferentes perfis, com forte atuação no mercado de galpões logísticos. Atualmente, administra mais de R$ 3 bilhões em ativos nesse segmento, com taxa de vacância inferior a 3% e crescimento expressivo em negociações de terrenos e empreendimentos logísticos em todo o país.

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